quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

just because we don't talk doesn't mean I don't care... You're always on my mind.
"Sou um homem livre – e preciso da minha liberdade. Preciso estar sozinho. Preciso meditar na minha vergonha e no desespero em retiro; preciso da luz do sol e das pedras do calçamento das ruas sem companheiros, sem conversação, frente a frente comigo, apenas com a música do meu coração como companhia. Que querem vocês de mim? Quando tenho algo a dizer, ponho-o em letra de forma. Quando tenho algo a dar,
dou-o. Sua curiosidade indiscreta faz virar meu estômago! Seus cumprimentos humilham-me! Seu chá envenena-me! Nada devo a ninguém. Seria responsável somente perante Deus – se Ele existisse!"
"Bom, para começo de conversa", comecei, ainda lhe apresentando um sorriso ameno e tranqüilizador, "você é um canalha e sabe disso. Tem medo de alguma coisa, ainda não sei do quê, mas vamos chegar lá. Comigo, você faz de conta que é simplório, um joão-ninguém, mas de si para si tem-se na conta de muito esperto, de importante, de durão. Não tem medo de coisa alguma, não é mesmo? Tudo conversa fiada, e você sabe muito bem. Vive cheio de medo. Diz que agüenta. Agüenta o quê? Um murro no queixo? Claro que agüenta, com uma cara de concreto feito a sua. Mas será que agüenta a verdade?"

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A sensação pesava, embriagava, ofuscava. Percorria cada pedaço do meu corpo, deixava vestígios que me faziam um ser sem forças, como se a cada suspiro eu me aproximasse de algo maior, algo que talvez nem mesmo a mais brava e forte das pessoas fosse suportar. E tudo em volta ocorria em câmera lenta: o murmúrio dos ventos, o barulho do mar lá longe, o piscar dos olhos. Daqueles olhos vermelhos, inundados de pânico, medo e, bem lá no fundo, onde talvez apenas eu e mais ninguém percebesse, esperança. Esperança por quê? Esperança pra quê? Esperança que, a cada pulsar, se aproximava mais de mim, que me fazia perder toda a convicção que eu possuía ao apertar o gatilho, que sugava toda as minhas últimas forças que, bem lá no fundo do meu âmago, onde nem eu sabia existir, existia. Parecia querer converter essa força para outro propósito.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

I’m sorry, sir, but I think maybe you wanted to talk to one of the other girls. I’ll see if I can find one for you.
“No! No! No, no! Please! Please don’t go!”
I just don’t think I’m the one you want to talk to.
“Please! Please don’t go! I’m sorry”
All right.
“I’m sorry. I’m sorry”
That’s okay. You know, I know how hard it is to talk to a stranger sometimes. Just relax, and tell me what’s on your mind. I’ll listen to you. I don’t mind listening. I do it all the time.